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Iniciativa privadas vai à OPAS para mostrar ações do Brasil na prevenção e combate à influenza aviária
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Acima
-Guilhermo Gopcevich, administrador OPAS
-Ariel Mendes, Vice-presidente Técnico-científico da UBA
-Ricardo Gonçaves, Presidente Executivo da ABEF
-Horacio Toro Ocampo, Representante no Brasil da OPAS
-João Tomelin, Secretario Executivo da UBA |
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Acima
-Guilhermo Gopcevich, Administrador da OPAS
-José Tubino, Representante no Brasil da FAO
-Ariel Mendes, Vice-presidente Técnico-científico da UBA
-Ricardo Gonçaves, Presidente Executivo da ABEF
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A União Brasileira de Avicultura (UBA) e a Associação dos Produtores e Exportadores de Frango (ABEF) levaram à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) um documento com as ações em desenvolvimento para prevenir e preparar o país para uma eventual chegada do vírus da influenza aviária. O representante no Brasil da OPAS, Horacio Toro Ocampo, antecipou que até a primeira quinzena de junho o plano de contingência das Nações Unidas - com as ações desenvolvidas pelos países - deverá ser aprovado e tornado público.
Toro considera fundamental o desenvolvimento local de material educativo voltado à comunidade. Ocampo propôs parceria na criação desse trabalho no Brasil. “É preciso elaborar um texto com linguagem simples para que as pessoas entendam a doença”, disse. O tema da comunicação em vários níveis é de máxima importância. Tanto que haverá uma reunião em agosto em El Salvador para discutir um plano de comunicação para a América para ordenar a estratégia a ser aplicada. O vice-presidente técnico-científico da UBA, Ariel Mendes, participará do encontro na qualidade de membro do CISA - Comitê Interamericano de Sanidade Avícola, da OIE.
José Tubino, representante da FAO, disse haver certa inquietação sobre o que o Brasil está fazendo em relação à influenza aviária. Mendes fez algumas considerações, destacou as principais ações em andamento e sua preocupação em relação a elas. A iniciativa privada considera fundamental os estados aderirem à regionalização. A medida garantiria a exportação do produto brasileiro das áreas não afetadas. Nove estados estão preparados para aderir ao Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária.
As medidas de biossegurança adotadas pela iniciativa privada em comparação à criação de aves caipiras é uma questão que preocupa a iniciativa privada. “Gostaríamos que a produção familiar não fosse incentivada nas áreas que concentram a produção da indústria”, disse Mendes. A FAO tem atuado no sentido de estabelecer regras que garantam a segurança nesse campo uma vez que considera a carne de frango importante de proteína para a população.
Diagnóstico rápido. Esse é um ponto fundamental segundo as entidades. Ações importantes estão sendo tomadas pelo Brasil nessa área. O Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Campinas foi equipado com PCR-RT para identificação da presença do vírus em até três horas. Outros seis laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura serão preparados para a tarefa, nos próximos meses.
O planejamento para a retirada de aves caipiras das áreas utilizadas pelas aves migratórias foi outro ponto que chamou a atenção das autoridades. Segundo Mendes, a questão da desinfecção de contêineres é igualmente importante. O governo brasileiro ainda não se posicionou sobre essa reivindicação da iniciativa privada, apesar de a medida não exigir grandes investimentos.
A reivindicação de composição de um banco de vacinas para aves fora do Brasil, medida defendida pela iniciativa privada, também foi apresentada. A compra prévia e a estocagem do material no país fabricante seriam importantes para garantir a chegada do produto ao Brasil em pouco mais de 24 horas, caso fosse necessário. Do ponto de vista de vacinação de humanos, o governo federal liberou recursos para equipar o instituto Butantan, em São Paulo, e deixá-lo preparado para agir.
A OPAS e a FAO perguntaram sobre a coordenação das ações com os países vizinhos, principalmente àqueles que não estão trabalhando em conjunto com os demais países, como é o caso do Paraguai e das Guianas. O presidente da ABEF, Ricardo Gonçalves, pediu que a OPAS auxilie no sentido de monitorar as ações de prevenção adotadas pelos outros países. “É importante haver uma interação maior”, disse Mendes, que participa de diversos comitês regionais.
Alguns países já estão realizando simulados para isolar áreas e adotar os procedimentos recomendáveis no caso de a influenza chegar à América do Sul. O primeiro teste brasileiro está previsto para junho, em Santa Catarina. A Colômbia e a Argentina já realizaram seus testes. Ainda há muito por fazer, mas as ações brasileiras estão em curso. O governo compôs um grupo interministerial para tratar do assunto. Guillermo Gopcevich, da OPAS, ressaltou que é preciso que exista uma comunicação muito estreita entre federação, estados e municípios. “Seria muito difícil avançar com os estados trabalhando de maneira independente”.
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